DORES DO INDAIÁ
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Trio que explodiu caixas em Dores do Indaiá é condenado pela Justiça

Penas variam entre dez e 13 anos de prisão. Crime ocorreu em novembro de 2014 na única agência da cidade.

Postado em: 11 de março de 2016

Três criminosos foram condenados pela Justiça por terem explodido caixas eletrônicos em Dores do Indaiá. O crime ocorreu no dia 17 de novembro de 2014. Na ocasião eles levaram R$ 39.200 em cédulas de R$ 100. A agência é a única da cidade e ficou destruída. Os criminosos confessaram crime.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Pedro Paulo Rodrigues de Oliveira recebeu pena de 13 anos, oito meses e 20 dias de prisão; Richard Pereira Costa cumprirá pena de dez anos e um mês; João Paulo Fabrini terá de cumprir dez anos e dois meses de reclusão. Além disso, eles terão de indenizar a CEF em R$ 407.800,00, que é o valor gasto pela empresa para recuperar a agência destruída e substituir os equipamentos danificados.

De acordo com o MP, a preparação para o assalto teve início no dia anterior, 16 de novembro, quando Pedro Paulo roubou um veículo em Divinópolis, município que fica a cerca de 160 km de Dores do Indaiá. O carro seria usado na ação criminosa.

Julgamento

Ao julgar o crime de roubo, o juízo federal ressaltou que, além de Richard e João Paulo terem confessado a prática dos crimes, eles também foram pegos com vários objetos que demonstravam claramente que eram eles os autores do assalto como os veículos, o dinheiro roubado, as alavancas utilizadas para a colocação dos explosivos, as cédulas queimadas devido à explosão e a arma de fogo.

O laudo pericial comprovou que a explosão afetou não somente o setor de autoatendimento, mas também toda a extensão da agência, o que causou prejuízo de quase R$ 500 mil. Além disso, a explosão também colocou em risco uma família que morava em um apartamento localizado no andar superior do prédio da agência bancária, relata o MP.

Qualificação do crime

No entanto, atendendo pedido da defesa dos réus, o magistrado desclassificou o crime de roubo qualificado para furto qualificado, usando argumento de que a conduta de explosão de caixa eletrônico somente poderá ser vista como sendo um roubo, quando os criminosos fizerem reféns ou escudos humanos para a prática do crime ou mesmo ameaça e violência contra outras pessoas, o que, segundo a sentença, não ocorreu.

O MPF recorreu, sustentando que a conduta dos acusados efetivamente deve ser enquadrada no crime de roubo, já que eles aplicaram violência física contra um morador durante a explosão e ainda efetuaram disparos contra os policiais, no intuito de garantir a fuga. O recurso será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Os acusados, que continuam presos, podem recorrer da sentença.

O crime

Na madrugada do dia 17, os réus entraram na agência e instalaram explosivos nos terminais eletrônico. Em seguida saíram do lado de fora e aguardaram a detonação. Neste momento, um morador que passava pelo local foi rendido e agredido com coronhadas pelos assaltantes, para que ele não acionasse a polícia durante o crime. De volta ao interior da agência, assim que retiraram as cédulas, os acusados fugiram em dois veículos, mas a explosão alertou a vizinhança, que chamou a Polícia Militar (PM).

O primeiro a ser preso foi Pedro Paulo. Os demais acusados, que fugiam em outro veículo, ao perceberem a interceptação da polícia, dispararam tiros e fugiram por um matagal, mas foram perseguidos e também presos em flagrante. Os criminosos responderão pelos crimes de roubo, em concurso de agentes, e uso de arma de fogo e de explosão qualificada por dano a edifício público.

Fonte: G1 - Centro-Oeste - MG

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